Causa Operária
A Causa Operária (CO) foi uma organização de esquerda marxista, de orientação trotskista, atuante no Brasil entre os anos 1980 e 1990, dando origem posteriormente ao Partido da Causa Operária[1].
Índice
1 Origem e Orientação Política (1979-1980)
2 Causa Operária no PT (1980-1992)
3 Expulsão do PT e formação do PCO (1992 em diante)
4 Referências
5 Ver também
Origem e Orientação Política (1979-1980) |
Surgida como uma organização de esquerda marxista, de orientação trotskista, a CO foi fundada em 1979 a partir de dissidência da Organização Socialista Internacionalista (OSI). O motivo da separação envolve leituras divergentes em relação à situação argentina no âmbito da IV Internacional liderada pelo frances Pierre Lambert, em que se referenciava a OSI. Inicialmente denominada Organização Quarta Internacional, posteriormente o grupo passou a ser reconhecido pela denominação de seu jornal porta-voz, Causa Operária, publicado desde 1979.
Causa Operária no PT (1980-1992) |
Diferentemente da OSI, a CO incorporou-se desde o início ao processo de formação do Partido dos Trabalhadores (PT). Atuou em oposição aos grupos hegemônicos no partido, encabeçados pela corrente Articulação (ver também Campo Majoritário do PT), mantendo distância equivalente às correntes à esquerda. Na campanha presidencial de 1989, opôs-se à coligação com partidos considerados burgueses e à candidatura do senador José Paulo Bisol (PSB) à vice-presidente pela chapa petista, o que levou os diretórios do PT em que possuía atuação (como em Volta Redonda e Bauru) a praticamente não se engajarem na campanha. Com base na resolução sobre tendências aprovada no 7º Encontro Nacional do PT (1990), a CO foi caracterizada como organização autônoma, que descumpria os requisitos necessários para sua aceitação como tendência interna. Por essa razão, foi impedida de participar das eleições de 1990 pelo partido (sua candidatura ao governo do Distrito Federal foi impugnada) e também do I Congresso do PT em 1991.
Expulsão do PT e formação do PCO (1992 em diante) |
Em 1992, após sua expulsão do PT, a CO integrou-se à Frente Revolucionária, composta principalmente pela Convergência Socialista, e que resultou na fundação do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU). Vetada na Frente antes da formação do PSTU, a CO passou investir na sua legalização enquanto partido, o que resultou, em 1995, na fundação do Partido da Causa Operária (PCO). O PCO conquistou seu registro provisório em 1995, tendo participado com legenda própria nas eleições de 1996 e conquistado registro definitivo em 1997.Nos anos 1990, sofreu dissidência que deu origem à Liga Bolchevique Internacionalista (LBI). Em seu programa, o PCO declara lutar pela conquista de um “governo das organizações dos explorados da cidade e do campo”. Seus militantes estão concentrados no movimento estudantil e sindical.
Entre suas lideranças destaca-se Rui Costa Pimenta, candidato à presidência pelo PCO nas eleições de 2002 e 2006.
Referências
↑ MENEGOZZO, Carlos Henrique Metidieri. Causa Operária. In: FERREIRA, M. M.; FORTES, A. (Org.). Muitos Caminhos, uma estrela: memórias de militantes do PT. 1 ed. São Paulo: Editora Fundação Perseu Abramo, 2008, p
Ver também |
- Hora do Povo
- Partido da Causa Operária