Mar Báltico




Coordenadas: 55° 45' N 12° 45' E



Mar Báltico


BalticSea March2000 NASA-S2000084115409.png

O mar Báltico, em Abril de 2004























Localização
Continente

Europa
Endereço

Suécia, Dinamarca, Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, Rússia, Finlândia e Alemanha
Parte de

Oceano AtlânticoVisualizar e editar dados no Wikidata
Coordenadas

58° N, 20° LVisualizar e editar dados no Wikidata

















Dimensões
Superfície

400 000 km²
Profundidade média

459 mVisualizar e editar dados no Wikidata
Maior profundidade

459 m













Hidrografia
Tipo

Mediterranean sea (en), mar marginalVisualizar e editar dados no Wikidata
Países da
bacia hidrográfica

Suécia, Finlândia, Rússia, Estónia, Letónia, Lituânia, Polónia, Alemanha, DinamarcaVisualizar e editar dados no Wikidata




* Os valores do perímetro, área e volume podem ser imprecisos devido às estimativas envolvidas, podendo não estar normalizadas.






O mar Báltico, entre a península Escandinava e a costa da Polónia, Estónia, Letónia, Lituânia, Rússia e Finlândia


O mar Báltico situa-se no norte da Europa, sendo circundado pela península Escandinava, a Europa continental, e as ilhas dinamarquesas. A sua maior profundidade é de 459 m.
Comunica com o mar do Norte, através do Escagerraque e Categate, e através dos estreitos de Öresund, Grande Belt e Pequeno Belt .
Os países com costa no mar Báltico são: Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Estónia, Letônia, Lituânia, Polônia e Alemanha.[1][2]




Índice






  • 1 Etimologia


  • 2 História


  • 3 Salinidade


  • 4 Poluição


  • 5 Partes do mar Báltico


  • 6 Ilhas e arquipélagos


  • 7 Cidades


  • 8 Notas


  • 9 Referências


  • 10 Ver também


  • 11 Bibliografia


  • 12 Ligações externas





Etimologia |





Plínio, o Velho (na imagem) pode ter inspirado o escritor Adão de Bremen a cunhar o nome do mar.


Chamado por Públio Cornélio Tácito de Mare Suebicum, por analogia ao povo germânico dos suevos,[nota 1] o primeiro a denominá-lo Mare Balticum foi o escritor germânico do século XI Adão de Bremen.


A origem do nome é controversa, e pode estar ligada à palavra alemã belt ("faixa"), utilizada para designar os dois estreitos dinarmaqueses que o conectam ao mar do Norte. Outros acreditam que a origem seja a palavra latina balteus, com o mesmo significado.[4] Mas deve-se notar que os nomes dos belts podem estar ligados à palavra dinamarquesa bælte, que também significa faixa. Além disso, o próprio Adão de Bremen comparou o mar com uma faixa, afirmando que o mar é assim denominado porque ele estica ao longo da terra como uma faixa.[nota 2] Ele também pode ter sido influenciado pelo nome de uma ilha lendária mencionada em A História Natural, de Plínio, o Velho. Plínio menciona uma ilha chamada Baltia (ou Balcia) com referência a notas de Píteas e Xenofonte. É possível que Plínio se referisse a uma ilha chamada Basilia ("reino" ou "real") em Sobre o Oceano (Περι του Ωκεανου), de Píteas. Baltia também pode ser derivada de "faixa" e significar "perto da faixa do mar (estreito)".


Outros ainda defendem que o nome da ilha origina-se da raiz indo-europeia bhel,[5] que significa "branco". Esta raiz e seu sentido básico permaneceram no lituano (como baltas) e no letão (balts). Uma hipótese relacionada sustenta que o nome originou desta raiz indo-europeia por meio de uma língua báltica, como o lituano.[6]


Uma outra explicação é que, derivada da raiz mencionada, o nome do mar é usado para nomear várias formas de água e substâncias similares em várias línguas europeias, o que pode ter sido originalmente associado com as cores encontradas em pântanos. Ou ainda que o nome era relacionadoa pântanos e seu sentido original era de "mar fechado, baía" em oposição a "mar aberto.[7] Alguns historiadores suecos, por sua vez, acreditam que o nome derive do deus secundário Balder, da mitologia nórdica.[8]


Na Idade Média, o mar foi conhecido por uma variedade de nomes. O nome mar Báltico só começou a predominar a partir do século XVI. O uso de báltico e outros termos para denotar a região a leste do mar começou apenas no século XIX. Em sueco, finlandês, alemão e dinamarquês, ele é conhecido como "mar do Leste", enquanto em estoniano, é chamado de "mar do Oeste".[8]



História |


O Báltico surgiu com o aumento do nível do mar, após o fim da última glaciação, no último período glacial, ocorrida há cerca de 12 000 anos.[9] Originário de um lago pré-glacial de água doce - o lago Glacial Báltico, portanto sem ligação com o oceano da época, o mar Báltico tornou-se um mar após o derretimento de geleiras que o cercavam, seguido de uma elevação da terra ao redor. Neste fenômeno, conhecido como isostasia, a pressão adicionada pela água em uma região gerou uma tensão de elevação da superfície em seu redor, como em uma alavanca. O derretimento do gelo, por sua vez, reduzia o peso sobre o relevo circundante, facilitando sua elevação.



Salinidade |


A salinidade do mar Báltico é muito menor do que a da água dos oceanos. Isso ocorre devido ao abundante escoamento de água doce da terra circundante, que contribui com cerca de um quadragésimo do seu volume total por ano: o volume da bacia é de cerca de 21 000 km³ e o escoamento anual é de cerca de 500 km³. As taxas de precipitação e descarga de água doce superam a evaporação, causando uma diluição da água do mar.[10] Suas águas têm salinidade de 10 a 15 g/kg, enquanto que a do mar Vermelho é de cerca de 40 g/kg.[11]



Poluição |


Na Dinamarca, criadores de porcos vêm despejando milhares de toneladas de esterco suíno no mar Báltico, alterando seu equilíbrio e tornando-o um dos mares mais poluídos do mundo.[12]



Partes do mar Báltico |




Ilhas e arquipélagos |





Escolhos das ilhas Åland, no mar Báltico




  • Alândia (Finlândia, autônomas)


  • Boríngia (Dinamarca)


  • Gotlândia (Suécia)


  • Hailuoto (Finlândia)


  • Hiiumaa (Estônia)


  • Olândia (Suécia)


  • Rúgia (Alemanha)


  • Saaremaa (Estônia)


  • Arquipélago de Estocolmo (Suécia)


  • Usedom ou Uznam (dividida entre Alemanha e Polônia)


  • Valassaaret (Finlândia)


  • Wolin (Polônia)



Cidades |





São Petersburgo é a maior cidade costeira do mar Báltico


Estima-se que mais de 85 milhões de pessoas habitem a costa do mar Báltico.[13] As maiores cidades costeiras são:




  • São Petersburgo (Rússia) - 4 039 000 habitantes


  • Estocolmo (Suécia) - 743 000 (área metropolitana - 1 823 000 habitantes)


  • Helsínquia (Finlândia) - 559 000 habitantes (área metropolitana - 980 000 habitantes)


  • Trójmiasto (Gdańsk, Gdynia e Sopot) (Polônia) (área metropolitana - 753 000 habitantes)


  • Riga (Letônia) - 760 000 habitantes


  • Gdańsk (Polônia) - 462 700 habitantes


  • Estetino (Polônia) - 413 600 habitantes


  • Kaliningrado (Rússia) - 400 000 habitantes


  • Tallinn (Estônia) - 387 000 habitantes


  • Malmö (Suécia) - 259 000 habitantes


  • Gdynia (Polônia) - 255 600 habitantes


  • Greifswald (Alemanha) - 60 000 habitantes


  • Kiel (Alemanha) - 250 000 habitantes


  • Lübeck (Alemanha) - 216 100 habitantes


  • Rostock (Alemanha) - 212 700 habitantes


  • Klaipėda (Lituânia) - 194 400 habitantes


Notas




  1. Ergo iam dextro Suebici maris litore Aestiorum gentes adluuntur, quibus ritus habitusque Sueborum, lingua Britannicae propior.[3]
    (À direita do Mar Suevo, residem as nações éstios que usam os mesmos costumes e dos suevos; sua língua lembra a da Bretanha.)



  2. Balticus, eo quod in modum baltei longo tractu per Scithicas regiones tendatur usque in Greciam



Referências




  1. Ernby et al. 2001, p. 789.


  2. Magnusson & Sjögren 2004, p. 200.


  3. Tácito. «Germania» (em latim). Consultado em 5 de janeiro de 2013 


  4. «Balteus» (em sueco). Nordisk familjebok. Consultado em 5 de janeiro de 2013 


  5. «Indo-European etymology» (em inglês). StarLing. Consultado em 5 de janeiro de 2013 


  6. Forbes 1910, p. 7.


  7. Dini 2000.


  8. ab DiMento 2012, p. 34.


  9. Schätzing 2009, p. 178.


  10. Miranda 2002, p. 35-36.


  11. GEPEQ 2005, p. 27.


  12. Schätzing 2009, p. 257.


  13. DiMento 2012, p. 35.



Ver também |



  • Baía de Bótnia

  • Kvarken do Norte

  • Mar de Bótnia

  • Kvarken do Sul

  • Mar de Åland

  • Mar do Arquipélago

  • Golfo de Bótnia

  • Golfo da Finlândia

  • Lago Glacial Báltico



Bibliografia |





  • DiMento, J. F. C; Hickman, Alexis Jaclyn (2012). Environmental Governance of the Great Seas: Law and Effect (em inglês). [S.l.]: Edward Elgar Publishing. 220 páginas. ISBN 9781848443754  A referência emprega parâmetros obsoletos |coautores= (ajuda); |acessodata= requer |url= (ajuda)


  • Dini, Pierto Umberto (2000). Baltu valodas (em lituano). Riga: Jānis Roze. ISBN 9984-623-96-3 


  • Ernby, Birgitta; Gellerstam, Martin; Malmgren, Sven-Göran; Axelsson, Per; Fehrm, Thomas (2001). «Östersjön». Norstedts första svenska ordbok (em sueco). Estocolmo: Norstedts ordbok. 793 páginas. ISBN 91-7227-186-8 


  • Forbes, Nevill (1910). The Position of the Slavonic Languages at the present day (em inglês). Oxford: Oxford University Press. Consultado em 5 de janeiro de 2013 


  • GEPEQ (2005). Interações e Transformações: Aluno - Química e a Sobrevivência: Hidrosfera - Fonte de Materiais. 4. São Paulo: EdUSP. 195 páginas. ISBN 9788531407048. Consultado em 15 de janeiro de 2013 


  • Magnusson, Thomas; Sjögren, Peter A. (2004). «Östersjön». Vad varje svensk bör veta [O que todos os suecos devem saber] (em sueco). Estocolmo: Albert Bonniers Förlag e Publisher Produktion AB. 654 páginas. ISBN 91-0-010680-1 


  • Miranda, Luiz Bruner (2002). Princípios de Oceanografia Física de Estuários. 42. São Paulo: EdUSP. 411 páginas. ISBN 9788531406751. Consultado em 15 de janeiro de 2013 


  • Schätzing, Frank (2009). O misterioso mundo dos oceanos. [S.l.]: Leya. 498 páginas. ISBN 9789722038737. Consultado em 15 de janeiro de 2013 




Ligações externas |








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