Atlético Mineiro Vitória Kashima Antlers Guarani Atlético Mineiro Al-Hilal Al-Shabab Al-Ain Sport Vitória Kashima Antlers
Antônio Carlos Cerezo (Belo Horizonte, 21 de abril de 1955), mais conhecido como Toninho Cerezo, é um ex-futebolista e atual treinador brasileiro. Atualmente sem clube.
Índice
1Carreira
1.1Como jogador
1.1.1Seleção Brasileira
1.2Como treinador
2Vida pessoal
3Títulos
3.1Como jogador
3.2Como treinador
4Referências
5Ligações externas
Carreira |
Como jogador |
Craque de estilo clássico, começou nas categorias de base do Atlético Mineiro, com passagem, por empréstimo, pelo Nacional de Manaus, em 1974. Já em 1975 alcançou a titularidade no clube, substituindo o grande Wanderley Paiva, até então titular absoluto. Naquele mesmo ano foi convocado, pela primeira vez para a Seleção Brasileira. Nos 10 anos maravilhosos que passou no Clube Atlético Mineiro, se tornou ídolo e um dos jogadores mais tranquilos dos anos 70 no clube.
Em 1983, foi vendido para a AS Roma por 10 milhões de dólares, maior negociação do futebol brasileiro até então, igualada a de Zico para a Udinese. Lá foi campeão da Copa da Itália, ao lado do compatriota Falcão. Em 1986, foi para a Sampdoria. No elenco genovês destacou-se no título da Recopa Europeia, no vice-campeonato da Champions League, no tricampeonato da Copa da Itália e na conquista inédita do Campeonato Italiano. A torcida da Samp ainda se lembra da última partida daquele campeonato, quando, no fim do jogo, ouviu-se nos alto-falantes do estádio uma música feita especialmente para ele. Cerezo era o maestro de um time em que jogavam astros como Pagliuca, Mancini, Vialli, Dossena, Vierchowood e Lombardo, treinados pelo lendário soviético Konstantin Boskov. Tim Vickery, da BBC, lembra que, naquela época, assistia aos jogos do "Calcio" especialmente para ver Toninho Cerezo jogar. O analista inglês destaca a visão de jogo de Cerezo e lembra que na final da Champions de 1992, apesar de já contar com 37 anos, o Barcelona escalou seu melhor jogador, Bakero, para passar o jogo a marcá-lo.[1].
De volta ao Brasil, assinou com o São Paulo em 1992. Logo de cara, participou da conquista do Mundial Interclubes, quando a equipe superou o Barcelona (ESP), em Tóquio. No ano seguinte, comandou a equipe no bi da Libertadores e do Mundial. Na final de 1993, no Japão, contra o Milan, foi considerado o melhor em campo. Porém Cerezo teve atritos com o técnico Telê Santana e foi dispensado pelo clube em 1994.
Atleticano declarado, Cerezo brigou com a torcida do Galo em 1994 por ter ido jogar no Cruzeiro. Ele faria as pazes com os torcedores atleticanos em 1997, quando voltou ao Atlético. Ainda teve uma breve passagem pelo América Mineiro, mas voltou ao Galo para encerrar a carreira, tendo seu último jogo ocorrido na partida contra o Milan, na disputa da Copa Centenário de Belo Horizonte, em 1997 (o jogo ficou empatado em 2 a 2). Pelo Galo, fez 451 jogos e marcou 77 gols. Após a aposentadoria, tornou-se supervisor do Atlético-MG e em seguida treinou a equipe por três meses. Foi para o Vitória comandar um elenco sem estrelas e levou o time às semifinais do Brasileiro de 1999. Em seguida, foi trabalhar como treinador no Japão, onde conseguiu um certo prestígio comandando o Kashima Antlers.
Entre outros prêmios, Cerezo venceu quatro vezes a Bola de Prata, sendo duas vezes Bola de Ouro, como melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Levou, ainda, nove vezes o troféu Guará. Em 1981, foi escolhido o melhor jogador do Mundialito, disputado no Uruguai. Já em 1993, foi o melhor jogador da Copa Intercontinental.
Conhecido pelo espírito de liderança, era chamado o "Patrão da Bola". No Atlético, também ficou conhecido como o "Capitão da Paz". Dois fatos contribuíram para esse apelido. O primeiro ocorreu quando, em 1977, o goleiro Ortiz foi impedido de treinar e teve seus salários cortados após a derrota para o Cruzeiro na final do Campeonato Mineiro daquele ano, na qual o arqueiro fora colocado sob suspeita de ter se "vendido" ao time rival. Foi Cerezo quem conseguiu uma licença para que Ortiz voltasse aos treinos, ainda que em separado, e comandou uma coleta de dinheiro para que o jogador pudesse se alimentar e quitar seu aluguel. O segundo episódio aconteceu quando o jogador Nei Dias ameaçou o técnico Procópio de morte. Também dessa feita, o jogador só voltou ao time por influência de Cerezo. Mas, em algumas ocasiões o jogador foi obrigado a se impôr. A principal delas foi na Roma quando, ao fim da temporada de 1986, na qual, inclusive, levou o time ao título da Copa da Itália, o jogador, findo o derradeiro jogo, já no vestiário, tirou a camisa e a entregou ao presidente do clube, que vinha lhe pressionando, dizendo que ali não mais jogaria.
Seleção Brasileira |
A ascensão de Toninho Cerezo coincide com a formação do esquadrão atleticano nos anos 70, que sucedeu à geração de Dario e Cia., campeã brasileira em 1971. Lançado por Telê Santana, Cerezo logo chegou à seleção convocado por Osvaldo Brandão, grande admirador de seu futebol, mas que não se aguentaria no comando da seleção até o certame mundial. Em 1977, Cláudio Coutinho, um militar com formação em educação física, preparador físico de Zagallo nas copas de 1970 e 1974, foi indicado para treinar a seleção do Brasil.
Ainda assim, Cerezo, pelas atuações em campo, se transformou em jogador de confiança da seleção e foi convocado para a disputa do Mundial na Argentina em 1978. Na Copa, a atuação do jogador foi apenas razoável, em uma equipe que se destacou pela 'mediocridade eficiente'. Não à toa, na seleção de Coutinho, Toninho Cerezo ficava mais preso em campo. Naquela época o jogador foi, por vezes, substituído por jogadores como Batista e Chicão, mais marcadores.
O treinador entendia que, no "futebol moderno", os jogadores deveriam ser "polivalentes", a ocupar vários lugares no campo. Ocorre que a "polivalência" sugerida pelo técnico era mais facilmente aplicável a jogadores com menos recursos técnicos e mais obediência tática. Para ele, os laterais (alas) deveriam não apenas marcar mas terem uma função estratégica nas pontas, ao realizar o "overlapping" e aparecer na frente, em vez de dar assistências para o atacante pivô.
Em 1979, ainda com Coutinho no comando da seleção, Cerezo vive momentos difíceis para se enquadrar no modelo implantado. Era convocado, mas, já no primeiro jogo daquele ano, ficou no banco de Paulo César Carpeggiani, comandado de Coutinho no Flamengo. No jogo seguinte, entrou jogando e foi substituído por Guina, meia do Vasco da Gama.
Em 1980, Telê Santana assumiu a Seleção Brasileira. Com Telê, que o lançara no Atlético Mineiro, Toninho Cerezo voltou a brilhar e compôs um escrete com craques como Sócrates, Zico, Luizinho, Júnior, Paulo Isidoro, Reinaldo, Oscar, Edevaldo, Valdir Peres e Éder, que marcou época no futebol mundial. Embora houvesse nessa equipe uma indefinição crônica quanto ao atacante central e uma deficiência na baliza, o futebol por si praticado era vistoso e vitorioso. Momento alto de Cerezo nessa época foi o Mundialito, em 1981, no qual foi o maestro da vitória por 4 a 1 sobre os alemães, onde levou o troféu de melhor jogador do certame. Ainda nesse ano, teve participação destacada no time que se classifica para a Copa de 1982 e cumpriu excelente excursão europeia, vencendo França, Inglaterra e Alemanha, com Cerezo, de novo, a marcar um gol decisivo.
Na Copa, não pôde atuar contra a URSS por estar suspenso. Após os primeiros e brilhantes resultados, veio a improvável eliminação do Brasil para uma Itália tecnicamente frágil mas taticamente disciplinada, por 3 a 2. Cerezo foi massacrado pela imprensa brasileira - sobretudo a carioca - pelo passe errado que originou o segundo gol italiano. A história registra, todavia, que ele formou, ao lado de Falcão, Sócrates e Zico um dos melhores meios de campo da história do futebol mundial.
Após comandos de Carlos Alberto Parreira e Evaristo de Macedo, com Cerezo sendo deixado de lado nas convocações, Telê Santana retornou ao comando da equipe. Desconhecendo a realidade do futebol brasileiro de então, convocou uma Seleção com jogadores testados e aprovados em outras competições com ele, incluindo Cerezo.
Nesse contexto e, já na Sampdoria, Cerezo é convocado mas não chega a jogar, contundido. A pressão é grande e Telê prefere não apostar na recuperação do craque. Curiosamente, leva Zico na mesma situação e a atuação do 'galinho' compromete o resultado da partida em que o escrete brasileiro é desclassificado, nos pênaltis, pela França.
A partir de 1987, Cerezo não foi mais convocado. Naquele ano, Carlos Alberto Silva, novo treinador, tentaria uma reforma ampla, que passava pela aposentadoria da geração de 1982, perspectiva que durou pouco.
Como treinador |
Como treinador, obteve destaque tanto no Brasil quanto no exterior. Em 1999, obteve a maior sequência de vitórias de um treinador no Vitória, levando a equipe à semifinal do Campeonato Brasileiro, sendo eliminado pelo seu ex-clube, Atlético Mineiro. Treinou, ainda, o mesmo Atlético Mineiro, indo depois para o Japão, onde treinou o Kashima Antlers por seis anos e alcançou grande sucesso, com um bicampeonato do Campeonato Japonês e duas Copas da Liga, além de vencer uma Copa do Imperador. No exterior, treinou também o Al-Hilal, da Arábia Saudita, o Al-Shabab, sendo campeão nacional em 2007-08, e Al-Ain, ambos dos Emirados Árabes Unidos.
No dia 27 de maio de 2010, foi confirmado como novo técnico do Sport Club do Recife. Porém, apenas três meses depois, foi demitido devido aos resultados ruins que obteve na Série B.
No dia 03 de dezembro de 2011, retornou ao clube onde obteve primeiro destaque como técnico, o Vitória. Porém, em 5 de abril de 2012, acabou demitido após uma sequencia de empates no Campeonato Baiano.
No início de 2013, retorna ao comando técnico do Kashima Antlers, do Japão. Conquistou a Copa Suruga Bank de 2013.
Vida pessoal |
Em julho de 2010, uma das filhas de Toninho Cerezo, Lea T que é transexual (nascida Leandro), apareceu na mídia por ter sido escolhida como estrela de uma campanha publicitária da grife Givenchy na Europa.[2][3][4] Toninho Cerezo, quanto contatado para comentar o fato, desligou o telefone. Numa entrevista em 2007, Toninho, que é pai de quatro filhos, chegou a dizer que só tinha três filhos.[5] Sua filha, Lea T confirmou recentemente em entrevista no programa "De Frente Com Gabi" que tais fatos nunca ocorreram e que seu pai sempre a respeitou.
Títulos |
Como jogador |
Nacional
Campeonato Amazonense: 1974
Atlético Mineiro
Campeonato Mineiro: 1976, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982 e 1983
Taça Minas Gerais: 1975, 1976 e 1979
Copa dos Campeões da Copa Brasil: 1978
Copa Centenário de Belo Horizonte: 1997
Cruzeiro
Campeonato Mineiro: 1994
Roma
Copa da Itália: 1984 e 1986
Sampdoria
Copa da Itália: 1988 e 1989
Recopa Europeia: 1990
Supercopa Italiana: 1991
Campeonato Italiano: 1990-91
São Paulo
Campeonato Paulista: 1992
Copa Libertadores: 1993
Copa Intercontinental: 1992 e 1993
Supercopa Libertadores: 1993
Recopa Sul-Americana: 1993 e 1994
Como treinador |
Kashima Antlers
Campeonato Japonês: 2000, 2001
Copa do Imperador: 2000
Copa da Liga Japonesa: 2000, 2002
Copa Suruga Bank: 2013
Al-Shabab
Campeonato dos Emirados Árabes: 2007-08
Referências
↑Seba Veron, an heir to Cerezo. BBC. 20-7-2009.
↑Transexual brasileiro filho do ex-jogador Toninho Cerezo é estrela de campanha da grife Givenchy na Europa. Veja. 20-7-2010.
↑Modelo transexual é filho do ex-jogador Toninho Cerezo. BOL Notícias. 20-7-2010.
↑Transexual, filha do ex-jogador da seleção Toninho Cerezo, ganha página inteira na Vogue francesa. O Globo. 20-7-2010.
↑Travesti brasileiro estrela campanha da Givenchy. Globo EPTV. 20-7-2010.
Ligações externas |
Perfil de Toninho Cerezo (em português) em transfermarkt
Perfil de Toninho Cerezo (em português) em soccerway
Perfil de Toninho Cerezo (em inglês) em NFT
Perfil de Toninho Cerezo (em inglês) em FIFA.com
Toninho Cerezo
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Bola de Ouro da Revista Placar
Dirceu Lopes (19711)
Cejas & Ancheta (19731)
Zico (1974)
Waldir Peres (1975)
Figueroa (1976)
Toninho Cerezo (1977)
Falcão (1978)
Falcão (1979)
Toninho Cerezo (1980)
Paulo Isidoro (1981)
Zico (1982)
Roberto Costa (1983)
Roberto Costa (1984)
Marinho (1985)
Careca (1986)
Renato Gaúcho (1987)
Taffarel (1988)
Ricardo Rocha (1989)
César Sampaio (1990)
Mauro Silva (1991)
Júnior (1992)
César Sampaio (1993)
Amoroso (1994)
Giovanni (1995)
Djalminha (1996)
Edmundo (1997)
Edílson (1998)
Marcelinho Carioca (1999)
Romário (2000)
Alex Mineiro (2001)
Kaká (2002)
Alex (2003)
Robinho (2004)
Tévez (2005)
Lucas (2006)
Thiago Neves (2007)
Rogério Ceni (2008)
Adriano (2009)
Conca (2010)
Neymar (2011)
Ronaldinho Gaúcho (2012)
Éverton Ribeiro (2013)
Ricardo Goulart (2014)
Renato Augusto (2015)
Gabriel Jesus (2016)
Jô (2017)
Dudu (2018)
1Placar passou a entregar o prêmio, destinado ao dono da média mais alta na Bola de Prata, a partir de 1973. Na cerimônia de 2013, premiou Dirceu Lopes por ter a melhor média de 1971. Francisco Reyes e Elías Figueroa, respectivamente os melhores de 1970 e 1972, ainda não foram anunciados como premiados.
Recopa Europeia de 1990 • Campeonato Italiano de 1991 • 4 Copas da Itália • Supercopa da Itália de 1991
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São Paulo Futebol Clube
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Atlético Mineiro–Copa dos Campeões da Copa Brasil de 1978 (1º título)
GL João Leite • GL Sérgio Biônico • LD Alves • ZG Modesto • ZG Márcio • LE Hilton Brunis • MC Toninho Cerezo • MC Danival • MC Paulo Isidoro • MC Serginho • AT Jorge Campos • AT Marinho • AT Ziza • Treinador: Barbatana
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São Paulo Futebol Clube–Copa Intercontinental 1992 (1º título)
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Residenzschloss Arolsen Residenzschloss Arolsen Entstehungszeit: 1710–1728 Erhaltungszustand: Vollständig Ständische Stellung: Grafen Ort: Bad Arolsen Geographische Lage 51° 22′ 51″ N , 9° 1′ 19″ O 51.380833333333 9.0219444444444 293 Koordinaten: 51° 22′ 51″ N , 9° 1′ 19″ O Höhe: 293 m ü. NHN Das Residenzschloss Arolsen ist ein barockes Schloss in Bad Arolsen im Kreis Waldeck-Frankenberg in Nordhessen (Deutschland). Das Schloss wurde als dreiflügelige Anlage gebaut, an die sich ein englischer Garten anschließt. Zentrales landschaftsarchitektonisches Gestaltungselement ist ein ausgedehntes Rondell. Inhaltsverzeichnis 1 Geschichte 1.1 Vorgängerbau 1.2 Bau und Geschichte des neuen Schlosses 1.3 Bibliothek 1.4 Finanzielle und staatsrechtliche Konsequenzen 1.5 Heutige Nutzung 2 Innenausstattung 3 Umgebung 3.1 Park 3.2 Wirtschaftsgebäude 4 Literatur 5 Weblinks 6...