Feminismo marxista
| Parte da série sobre o |
| Feminismo |
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História História das mulheres • História do feminismo • Cronologia do direito feminino • Primeira onda • Segunda onda • Terceira onda |
Sufrágio Sufrágio feminino • Cronologia • Sufrágio no Brasil • Sufrágio em Portugal |
Variações Amazona • Analítico • Anárquico • Ateísta • Cultural • Cibernético • Diferença • Ecológico • Estrutural • Global • Hip-hop • Igualdade • Individualista • Lésbico • Liberal • Lipstick • Marxista • Materialista • Maternal • Moderno • Mulherismo • Negro • Neofeminismo • Novo • Pós-colonial • Pró-sexo • Pró-vida • Radical • Separatista • Social • Socialista • Standpoint • Transfeminismo • Transnacional |
Vertentes religiosas Budista • Cristão • Divino feminino • Mórmon • Hindu • Islâmico • Reclaiming • Judaico |
Por país Brasil • China • Egito • França • Indonésia • Índia • Irã • Japão • Nepal • Nicarágua • Polônia • Portugal • Ucrânia • Reino Unido • Estados Unidos |
Conceitos Antifeminismo • Direitos da mulher • Efeitos na sociedade • Feminicídio • Feminismo e igualdade • Feminismo na cultura • Feminismo na rede • Girl power • Guerras sexuais feministas • Igualdade de género • Interseccionalidade • Lesbianismo político • Literatura feminina • Movimento feminista • Mitologia revisionista feminista • Olhar fixo • Pós-feminismo • Pró-feminismo • Viés de gênero da segunda geração • War on Women |
Teoria Crítica literária • Economia • Écriture féminine • Epistemologia • Estudos das mulheres Estudos de gênero • Estudos feministas • Ética • Filosofia • Ginocentrismo • Heteropatriarcado • Jurisprudência • Mainstreaming de gênero • Matriarcado • Movimento artístico • Neutralidade de gêneros • Patriarcado • Sexologia • Sociologia • Tealogia • Teologia • Teoria de cinema Teoria política • Visões sobre pornografia • Visões sobre trangeneridade e transsexualidade |
Aspectos culturais Ficção científica feminista • Mulheres na ficção especulativa • Mulheres guerreiras na cultura • Mansplaining • Manspreading |
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Trabalhos O 18 de Brumário de Luís Bonaparte Sobre a Questão Judaica Grundrisse O Capital A Ideologia Alemã Manuscritos Econômico-Filosóficos de 1844 Teses sobre Feuerbach Crítica ao Programa de Gotha |
Sociologia Alienação · Burguesia Consciência de classe Relações de produção |
Economia Força de trabalho · Lei do valor Meios de produção Valor de uso · Valor de troca |
História Anarquismo e Marxismo Produção capitalista Revolução mundial |
Filosofia Materialismo histórico Materialismo dialético Filosofia comunista |
Representantes Karl Marx · Friedrich Engels Karl Kautsky · Gueorgui Plekhanov Louis Althusser |
Críticas Críticas ao marxismo |
Feminismo marxista é um ramo do feminismo focado em investigar e explicar as maneiras pelas quais as mulheres são oprimidas por meio dos sistemas do capitalismo e da propriedade privada. De acordo com as feministas marxistas, a libertação das mulheres só pode ser alcançada através de uma reestruturação radical da economia capitalista atual, em que grande parte do trabalho das mulheres é desigual.[1]
Karl Marx chegou a citar François Fourier que dizia que o progresso humano estaria associado a emancipação com relação ao sexismo.[2] O combate que Marx e Engels faziam ao sexismo era confirmado por contemporâneos como August Bebel que republicou os trabalhos do antropólogo Lewis Henry Morgan sobre este tema.[3] Marx também argumentava que o trabalho extenuante tirava o foco dos pais com relação ao cuidado da prole[4] e defendia que a família tradicional era uma maneira de preservar a propriedade privada.[4][5]
O autor também não descartou o papel da mulher como grupo social na história,[6] desafiando o determinismo machista e darwinista da época, apesar de afirmar que a emancipação das mulheres seria algo inevitável desde que haja a superação dos modos de produção.[7] Os autores marxistas dos séculos XIX e início do XX[2][8][9][10][11] acreditavam que a resolução do sexismo era uma das maiores questões a serem enfrentadas pela esquerda a nível de justiça social e equidade.
A prostituição também é descrita pelo pensador como algo suscetível a toda classe trabalhadora[6] e Karl defendia como antídoto um conceito de nova família em que cada membro fosse considerado como irmão.[8][12] Apesar disso, alguns autores argumentam que Marx defendia uma redução da jornada de trabalho para que as mulheres ficassem na dependência do lar.[13] Ainda esta vertente é a pioneira na análise feminista conjuntamente com o feminismo anarquista na Europa.[14]
Ver também |
- História do feminismo
Referências
↑ Ferguson, A. & Hennessy, R. (2010). [1] Feminist Perspectives on Class and Work. Stanford Encyclopedia of Philosophy.
↑ ab Hayden, Carol Eubanks. 1979 /1984. Feminism and Bolshevism: The Zhenotdel and the Politics of Women’s Emancipation in Russia, 1917-1930. Ann Arbor, Mich.: University Microfilms International.
↑ Hayden, Carol Eubanks. 1979 /1984. Feminism and Bolshevism: The Zhenotdel and the Politics of Women’s Emancipation in Russia, 1917-1930. Ann Arbor, Mich.: University Microfilms International.p. 32-34
↑ ab Field, Mark G. 1968. “Workers (and Mothers): Soviet Women Today.” Pp.7-56 in The Role and Status of Women in the Soviet Union by Donald R. Brown, ed. NYC: Teachers College Press. P. 8-9
↑ Luryi, Yuri I. 1980. Soviet Family Law. Buffalo, NY: William S. Hein and Company.
↑ ab Hayden, Carol Eubanks. 1979 /1984. Feminism and Bolshevism: The Zhenotdel and the Politics of Women’s Emancipation in Russia, 1917-1930. Ann Arbor, Mich.: University Microfilms International.p. 33-34
↑ Buckley, Marry. 1985. “Soviet Interpretations of the Woman Question.” Pp.24-53 in Soviet Sisterhood: British Feminists on Women in the USSR. Barbara Holland, ed. London, UK: Fourth Estate.
↑ ab Goldman, Wendy Z. 1993. Women, The State, and Revolution: Soviet Family Policy and Social Life, 1917-1936. NYC: Cambridge University Press.
↑ Pushkareva, Natalia.1997. Women in Russian History: From the Tenth to the Twentieth Century. Translated and edited by Eve Levin. London, UK: M.E. Sharpe.
↑ Marsh, Rosalind. 1998. “Introduction.” Pp.ix-xix in Women and Russian Culture: Projections and Self-Perceptions by Rosalind Marsh, ed. Oxford, UK: Berghahn Books.
↑ Stites, Richard. 1978. The Women’s Liberation Movement in Russia: Feminism, Nihilism, and Bolshevism 1860-1930. Princeton, NJ: Princeton University Press.
↑ Field, Mark G. 1968. “Workers (and Mothers): Soviet Women Today.” Pp.7-56 in The Role and Status of Women in the Soviet Union by Donald R. Brown, ed. NYC: Teachers College Press.
↑ Field, Mark G. 1968. “Workers (and Mothers): Soviet Women Today.” Pp.9 in The Role and Status of Women in the Soviet Union by Donald R. Brown, ed. NYC: Teachers College Press.
↑ Engel, Barbara Alpern, and Anastasia Posadskaya-Vanderbeck, eds. 1998. A Revolution of Their Own: Voices of Women in Soviet History. Translated by Sona Hoisington. Oxford, UK: Westview Press.
Ligações externas |
The Historic Role that Soviet Women Played in Defeating the Nazis in World War II (em inglês)