História do socialismo nos Estados Unidos









Broom icon.svg

As referências deste artigo necessitam de formatação (desde março de 2017). Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.





































































O marxismo nos Estados Unidos da América teve fortes influências nas sociedades fora e dentro do país, sendo um movimento social fora dos partidos tradicionais e bastante expressivo na história norte-americana, indo com um posicionamento pacifista com relação ao ao governo do país.[1]




Índice






  • 1 Primórdios


  • 2 Século XX


  • 3 Século XXI


  • 4 Reflexos em outros movimentos sociais


  • 5 Ver também


  • 6 Bibliografia


  • 7 Referências





Primórdios |


Ainda no século XIX, comunistas como Joseph Weydemeyer e Karl Marx entraram em contato com o governo de Abraham Lincoln no combate a escravidão.[2][3][4]



Século XX |


Influentes intelectuais norte-americanos, especialmente judeus,[5] mulheres e do movimento negro participaram do partido, dentre eles: W.E.B. Du Bois, Harry Haywood, James Patrick Cannon, Elizabeth Gurley Flynn, Claudia Jones,[6]Franz Boas,[7][8]Ashley Montagu[9] e Max Shachtman; sendo este discurso fortemente influenciado pelo discurso de Lênin de emancipar as nações subjugadas pelo imperialismo e mais tarde pelo discurso não-alinhado de Mao Tsé-Tung[10][11] eram membros do movimento socialista, inclusive porque incluso o movimento comunista do país pregava uma solidariedade por classe anterior a da raça.[12][13] O movimento comunista russo esteve fortemente articulado com setores da sociedade norte-americana pelo menos desde 1905, chegando a inclusive dar suporte a NEP além de receber como exilado o Leon Trótski antes da Revolução na Europa[14] e o movimento negro comunista norte-americano chegou a dar uma base ideológica e política para a descolonização de países como Gana e a posterior ideologia pan-africanista[15] além de depois ter apoiado a saída da Rússia da Primeira Guerra Mundial.[16]


Nos anos 30 se estabeleceu uma aliança forte entres os populistas norte-americanos liderados por Huey Long e o movimento comunista ianque[17] e depois apoiaria de forma dividida o FDR,[18] sendo que posteriormente o presidente rompe com com este apoio.[19][20] Durante a Segunda Guerra Mundial, o movimento comunista saltou de 20 mil para 7 milhões de membros no país, apesar da crescente divisão entre socialistas e comunistas.[21] Lideranças socialistas como Alfred Emanuel Smith buscaram unir toda a esquerda norte-americana em torno do antifascismo.[22][23]


Nos anos 50 o Partido Comunista dos Estados Unidos foi fortemente espionado pelo FBI e seus membros aliciados politicamente pelo então chefe do departamento John Edgar Hoover que buscava mais credibilidade da agência junto a mídia,[24] sendo que se descobriu que o movimento comunista norte-americano dava um suporte expressivo inclusive na fundação do Partido Comunista Canadense que na época se chamava Partido Progressista dos Trabalhadores e no movimento comunista mexicano, uruguaio, argentino e venezuelano.[25][26][27] Nesta mesma época, o partido foi perseguido não apenas pelo Estado, mas também por associações da alta sociedade norte-americana.[28] Na mesma época, houve um racha no PCUSA entre trotskistas e stalinistas com o triunfo dos últimos, inclusive este partido teve forte influência moscovita[29][30][31][32][33] e chinesa.[34]


Ainda nos anos 50, informantes do PCUSA deram informações erradas sobre as intenções chinesas de criar “várias guerras da Coreia” na Ásia e sobre a ideologia política inicial de Fidel Castro,[35][36][37][38][39][40][41][42][43][44] levando o governo norte-americano a se afastar do novo governo cubano e facilitar o seu alinhamento com os soviéticos, além de dar informações erradas que atestariam o envolvimento de Martin Luther King e de JFK com o Partido Comunista Cubano.[45][46][47][48][49][50][51][52] Também estrangeiros no país como Einstein favoreceram no país o socialismo como política.[53] Na década de 70, os Estados Unidos apoiaram o Khmer Vermelho contra o Vietnã durante o governo de Ronald Reagan.[54]



Século XXI |


A Guerra ao Terrorismo tem comprometido várias salvaguardadas de liberdades individuais naquele país, inclusive pressionado membros do Partidos comunistas norte-americano e canadense, sendo um processo que começou em 2001 e continuou pelo menos até o governo Obama.[55] Na segunda década do século XXI, anarquistas norte-americanos emigraram para regiões controladas por insurgentes curdos afiliados ao grupo classificado como terrorista pelo departamento de estado norte americano chamado PKK em contraposição aos Estados daquela região e para combater o fundamentalismo islâmico.[56] Em 2012, o governo norte-americano retirou o socialista MEK da lista de organizações terroristas.[57][58]



Reflexos em outros movimentos sociais |


Vários membros do governo norte-americano desde os anos 70 já simpatizaram em algum momento da sua vida com a ideologia marxista ou foram influenciados pelos primeiros, principalmente os neoconservadores e criacionistas através do Trotskismo[59] sendo que o principal expoente,[60][59][61][62][63][64][65][66][67][68][69][70][71][72][73] chegando a influenciar os 2 partidos principais do país.[74] Nos anos 60, o movimento inspirou várias organizações do movimento negro, como o Partido dos Panteras Negras.[75] Em 2009, Obama defendeu um nacionalismo ao estilo fascista mas segundo Anuzis sobre um revestimento aparente socialista.[76]



Ver também |



  • Escola de Frankfurt

  • Noam Chomsky

  • Nazismo nos Estados Unidos

  • Anti-anticomunismo

  • Associação Universal para o Progresso Negro

  • Renascimento do Harlem

  • URSAL



Bibliografia |




  • Seldes, George. One Thousand Americans. New York: Boni & Gaer, 1947.

  • Seldes, George. You Can't Do That. New York: Modern Age, 1938.

  • Thomas, Norman. The Choice Before Us: Mankind at the Crossroads. New York: Macmillan, 1934.

  • Thomas, Norman. After the New Deal, What? New York: Macmillan, 1936.

  • Dennis, Lawrence. "Fascism for America". Socialism, Fascism, and Democracy, v. 180, The Annals of the American Academy of Political and Social Science, July 1935.

  • Ward, Harry F. "The Development of Fascism in the United States". Socialism, Fascism, and Democracy, v. 180, The Annals of the American Academy of Political and Social Science, July 1935.

  • Ceplair, Larry. Under the Shadow of War: Fascism, Anti-Fascism, and Marxists, 1918-1939. New York: Columbia University Press, 1987.

  • Hoover, Edgar J. Masters of Deceit: The Story of Communism in America and How to Fight It. New York: Henry Holt, 1958.




Referências




  1. ↑ Cuba’s Support For Revolutions, Self-Defense Remains Largely Intact Despite Western Propoganda


  2. ↑ “Putinism” in American History: Lincoln, Roosevelt, and the Fight Against ISIS


  3. ↑ Can You Explain It?


  4. ↑ 150 years since Lincoln’s Gettysburg Address


  5. ↑ Neil Baldwin, Henry Ford and the Jews: The Mass Production of Hate, 279; and Higham, Trading With the Enemy, 161; Upton Sinclair, The Flivver King: A Story of Ford-America (Pasadena, CA 1937), 236.


  6. ↑ Claudia Jones: Unknown Pan-Africanist, Feminist, and Communist


  7. ↑ Franz Boas Papers Date: 1862-1942 | Size: 59.0 Linear feet Mss.B.B61


  8. ↑ Robert F. Barsky. 2011. Zellig Harris: From American Linguistics to Socialist Zionism. MIT Press, Apr 15, 2011 p. 196


  9. ↑ Ashley Montagu; Pioneering Anthropologist


  10. ↑ The Socialist Revolution and the Right of Nations to Self-Determination


  11. ↑ A New Storm Against Imperialism


  12. ↑ Race hatred on trial, issued by Communist Party, U.S.A.


  13. ↑ A New Storm Against Imperialism


  14. ↑ WALL STREET AND THE BOLSHEVIK REVOLUTION


  15. ↑ W.E.B. Du Bois – The father of modern Pan-Africanism?


  16. ↑ Ted Grant’s Writings, Vol 1


  17. ↑ Russia and China: What is Happening Beneath the Propaganda Curtain?


  18. ↑ Neil Baldwin, Henry Ford and the Jews: The Mass Production of Hate, 279; and Higham, Trading With the Enemy, 161; Upton Sinclair, The Flivver King: A Story of Ford-America (Pasadena, CA 1937), 236.


  19. ↑ “Putinism” in American History: Lincoln, Roosevelt, and the Fight Against ISIS


  20. ↑ Support for Hitler (or Fascism) in the United States


  21. ↑ Support for Hitler (or Fascism) in the United States


  22. ↑ Eco, Umberto ur-Fascism The New York Review of Books issn 0028-7504 7/3/2018


  23. ↑ Ceplair, Larry (1987). Under the Shadow of War: Fascism, Anti-Fascism, and Marxists, 1918-1939. [S.l.]: Columbia University Press. ISBN 9780231065320 P. 190-192


  24. ↑ The SOLO File: Declassified Documents Detail "The FBI's Most Valued Secret Agents of the Cold War"


  25. ↑ Office Memorandum


  26. ↑ Office memorandum


  27. ↑ SOLO Part 01 of 125


  28. ↑ Unrepentant Leftist: A Lawyer's Memoir


  29. ↑ The Making of Norman Finkelstein - Reality Asserts Itself (3/4)


  30. ↑ In Defense of the Communist Party and the Indicted Leaders, by William Z. Foster, July 1949 Box 2, Folder 111 American Left Ephemera Collection, 1894-2008, AIS.2007.11, Archives Service Center, University of Pittsburgh


  31. ↑ Lenin in Context


  32. ↑ To You Beloved Comrade Paul Robeson


  33. ↑ Doc 6


  34. ↑ Doc 3 A


  35. ↑ SOLO Part 01 of 125


  36. ↑ Doc 3 B


  37. ↑ Doc 6


  38. ↑ SOLO Part 20 of 125


  39. ↑ Doc 1


  40. ↑ Doc 5


  41. ↑ SOLO Part 02 of 125


  42. ↑ SOLO Part 11 of 125


  43. ↑ Doc 4


  44. ↑ Doc 3


  45. ↑ Enemies A History of the FBI by Tim Weiner


  46. ↑ Foiled Again


  47. ↑ Enemies: A History of the FBI by Tim Weiner – review


  48. ↑ Spying on Americans: A Very Old Story


  49. ↑ Findings


  50. ↑ SOLO Part 18 of 125


  51. ↑ SOLO


  52. ↑ Doc 6


  53. ↑ Why Socialism?


  54. ↑ Butcher of Cambodia set to expose Thatcher's role


  55. ↑ (Interview) An outside expert’s view on S. Korea’s left-wing sedition scandal


  56. ↑ The Anarchists vs. the Islamic State


  57. ↑ MEK decision: multimillion-dollar campaign led to removal from terror list


  58. ↑ The MeK – Washington’s Favourite Communist Terrorist Cult


  59. ↑ ab Wald, Alan M. (1987). The New York intellectuals: The rise and decline of the anti-Stalinist left from the 1930s to the 1980s'. [S.l.]: University of North Carolina Press. ISBN 0-8078-4169-2 


  60. ↑ King, Bill (22 de março de 2004). «Neoconservatives and Trotskyism». Enter Stage Right: Politics, Culture, Economics (3): 1 2. ISSN 1488-1756  |capítulo= ignorado (ajuda)


  61. ↑ King, William (2004). «Neoconservatives and 'Trotskyism'». Taylor and Francis. American Communist History. 3 (2): 247–266. ISSN 1474-3892. doi:10.1080/1474389042000309817 


  62. ↑ Lind, Michael (7 de abril de 2003). «The weird men behind George W. Bush's war». London. New Statesman 


  63. ↑ Polygraph panic: CIA director fretted his vote for communist


  64. ↑ The New York Intellectuals and the invention of neoconservatism


  65. ↑ After Neoconservatism


  66. ↑ Origin of the Specious


  67. ↑ The Neocons: An Illustrated Progression


  68. ↑ Wald, Alan (2003). «Are Trotskyites Running the Pentagon?». History News Network 


  69. ↑ The Neoconservative Movement is Trotskyism


  70. ↑ NeoConservatism - Where Trotsky Meets Stalin & Hitler


  71. ↑ «NeoConservatism - Where Trotsky Meets Stalin & Hitler». Rense.com. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 


  72. ↑ «Springtime for Trotsky». LewRockwell.com. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 


  73. ↑ Bailey, Ronald (julho de 1997). «Origin of the Specious». Reason. Consultado em 31 de março de 2008 


  74. ↑ JIM LOBE (29). «ESTADOS UNIDOS: O neoconservadorismo sobrevive» (HTML). IPS. IPS. Consultado em 30 de março de 2014  Verifique data em: |data=, |ano= / |data= mismatch (ajuda)


  75. ↑ ON THE IDEOLOGY OF THE BLACK PANTHER PARTY


  76. ↑ But Can Obama Make the Trains Run on Time?



  • Portal da política



Popular posts from this blog

Willebadessen

Ida-Boy-Ed-Garten

Residenzschloss Arolsen